Pior que querer tocar e não poder é poder tocar e não ter.
Pior que gostar de foder e não puder é puder foder e isso não ser o importante.
Pior que querer ter bons momentos é têlos e eles serem efemeros.
Pior que querer efemeridade e não ter é ter efemeridade e querer eternidade.
Pior que querer ter efemeridade permanente não existe.
Pior que ser cheia por bocados é ser vazia nos não bocados.
MAS porque é que se pensa? E aquela história de "vive enquanto dura"? O problema é que não se pode viver o que existe se não existe e no entanto existe mas não é nosso, é nosso naquele momento mas não nos pertence, na verdade nada te pertence mas insistes em querer acreditar que pertence. NÃO PERTENCE nem nunca vai pertencer, mas pode ser teu numa outra dimensão, sentes-te numa daquelas rodas vivas que normalmente seriam meramente atractivas mas na verdade não são e percebes que isso não é o importante, sempre soubeste que isso não era o importante. Queres sair disso, sai! Mas sai agora!
Ilusóriamente bom, ilusóriamente saúdavel, ilusóriamente perfeito.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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