Estava a aproveitar o sol, sentada a contemplar a imagem.
Ele estava lá como sempre,presente,tão presente.
Eu observo-o muito bem, tenho-o o visto muito poucas vezes desde que me mudei e sinto uma saudade imensa de que ele me fale de falar com ele e de todas as coisas que aprendi com ele só de ver e também de falar e rir e tantas outras coisas.
Ele estava com um ar velho e gasto,ainda assim lindo como tudo,um ar pesado e de sofrimento contido.
Eu no meio de tanta gente fui a escolhida para perceber o que se passava com ele, não perguntei nada,e ele num abrir e fechar de olhos estava a abrir a sua caixinha de pandora para mim.
Foi então que percebi que era sofrimento de pai,de existir um filho que merece tudo e cada vez tem menos,de filho que faz tudo.
Eu fiquei magoada,na condição de neta do Sol,isso afectava-me.
Mas apesar de não ter dito nem pensado na altura agora sou capaz de afirmar que embora tenha medo acima de tudo tenho força e não temo porque confio e em todos os milhares de minutos da minha existência por nada tive de temer,enfrentando na mesma terríveis bichos feios, mais feio ou menos feio eu acredito que ela consegue, a linda e esplendorosa árvore,fruto do sol, vai conseguir permanecer e crescer.
Portanto Sol meu, não chores, não derrames essas lágrimas de lava que me atormenta ver-te assim, que me atormenta sentir-me assim e que a árvore assim tem tendência a temer o medo,coisa que nunca fez e nem é agora que vai acontecer.
domingo, 14 de novembro de 2010
causa-efeito
Ela tinha o dom,mas entretanto ele desvaneceu, dizia que nunca o iria perder mesmo que crescesse muito,mesmo que se tornasse adulta e não o perdeu. ele está meio apagado,só isso.
E ela padece de uma luta interior para não o deixar fugir, é a única coisa que existe e onde ela se pode agarrar,e agarra-se com unhas e dentes e ele não foge. ele não foge.
Os dias tornam-se pesados como fardos enormes de palha, uma coisa aparentemente leve mas que em formato condensado tornasse terrivelmente pesada..
Aquela agonia a contrastar com a serenidade da ideia de que todos tendemos a exagerar,e no meio disso a intermitência, que não deixa dar passos nem para a frente nem para trás e quando não se sabe o que fazer cai-se no erro de pensar e pensar e pensar... ideias difíceis de aceitar, ideias difíceis de dizer alto, actos de coragem que já se sabem reprovados por orgulhos e até algum bom senso.
Coisas.
Consequências de mudança, consequências não dela mas para ela.
e só lhe apetece mas não consegue, está contida retraída, com pregos na alma que a deixam lá afincada naquela ideia de caos de miséria e podridão. solidão.
Não sabe o que é estar sozinha, mas sabe muito bem o que é ser a única pessoa de duas pessoas e pesa e mói e dói, e não era suposto.
Não consegue suportar.
E ela padece de uma luta interior para não o deixar fugir, é a única coisa que existe e onde ela se pode agarrar,e agarra-se com unhas e dentes e ele não foge. ele não foge.
Os dias tornam-se pesados como fardos enormes de palha, uma coisa aparentemente leve mas que em formato condensado tornasse terrivelmente pesada..
Aquela agonia a contrastar com a serenidade da ideia de que todos tendemos a exagerar,e no meio disso a intermitência, que não deixa dar passos nem para a frente nem para trás e quando não se sabe o que fazer cai-se no erro de pensar e pensar e pensar... ideias difíceis de aceitar, ideias difíceis de dizer alto, actos de coragem que já se sabem reprovados por orgulhos e até algum bom senso.
Coisas.
Consequências de mudança, consequências não dela mas para ela.
e só lhe apetece mas não consegue, está contida retraída, com pregos na alma que a deixam lá afincada naquela ideia de caos de miséria e podridão. solidão.
Não sabe o que é estar sozinha, mas sabe muito bem o que é ser a única pessoa de duas pessoas e pesa e mói e dói, e não era suposto.
Não consegue suportar.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
E assim foi construiram o foguetão (inacabado) e rumaram até onde lhes deu.
Acreditaram tanto que o fizeram,e não,não foi a duas vozes,foi uma e outra diferentes em tudo
e o mundo real passa-lhes ao lado mas mais real que isto é muito dificil.
Projectos.
[ai projectos...]
Não zombeis de mim pois sei do que falo!
De que se riem?!
Sei ao que venho!
Pois ireis ver,esperai um pouco,não tarda muito.
E assim foi, o tal foguetão já tem um motor,aos poucos se controi o resto,já tem coração.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Tão Morta e tão Viva
O que é que interessa pensar,se te interessa pensar porquê.
"Mas não te interessa pensar em quê.
Sentir sem pensar no sentido é como o claro que existe,mas isso é só mais um vestido e é o mais leve que vestiste." para mim não dá.
"Mas não te interessa pensar em quê.
Sentir sem pensar no sentido é como o claro que existe,mas isso é só mais um vestido e é o mais leve que vestiste." para mim não dá.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Corrigir
O Corrigir era um rapaz muito requisitado, uma vez quase me pressuadiu a corrigir o passado, eu não quis, o passado lá está, os erros, os pontos inexistentes nos i's, os ifens a mais, os acentos mal postos.
Quero que lá estejam, são o que fui e seram p'ra sempre o que fui ontem, serei o que fui e o que irei ser mas nunca o que hoje sou,neste momento.
Agora quero ser este momento para que amanhã exista um passado.
Quero que lá estejam, são o que fui e seram p'ra sempre o que fui ontem, serei o que fui e o que irei ser mas nunca o que hoje sou,neste momento.
Agora quero ser este momento para que amanhã exista um passado.
Volta para casa.
Eu nem sei o que isso é e no entanto qualquer coisa há-de ser, tenho medo do nome que lhe dão, acho que nunca o senti,secalhar já o senti ou sinto-o mas tenho demasiado respeito á palavra que por sua vez mostra que os meus traumas estão cá todos, sem faltar nenhum.
E fugiva de expectativas vou vivendo a vida achando que assim sabe melhor, está na altura de ser diferente e voltar a ser um pouco do diferente que outrora fui.
Acho que prossigo mas não tenho a certeza, sempre igual, mas acho que sim.
Eu hei-de ser sempre o meu problema. Não quero porque é cedo,mas nestas coisas nunca há cedos e tardes,alias em nada de nada isso sequer existe.
Sigo o que p'ra mim faz sentido mas o meu sentido está mais ou menos dependente do sentido de outrem e no entanto faz na mesma sentido para mim.
Na mesma é necessário que um sentido dê ao outro sentido.
Quero saber disso,importa-me. Pequenos nadas fazem uma vida que não vivemos muitas vezes por ser nada. Nada p'ra mim é maior que tudo,pesa mais.
Facto é que eu não sou factos nem evidências e todos em alguma parte da sua vida esperam isso de mim, factos e evidências... não quero voltar para casa.
E fugiva de expectativas vou vivendo a vida achando que assim sabe melhor, está na altura de ser diferente e voltar a ser um pouco do diferente que outrora fui.
Acho que prossigo mas não tenho a certeza, sempre igual, mas acho que sim.
Eu hei-de ser sempre o meu problema. Não quero porque é cedo,mas nestas coisas nunca há cedos e tardes,alias em nada de nada isso sequer existe.
Sigo o que p'ra mim faz sentido mas o meu sentido está mais ou menos dependente do sentido de outrem e no entanto faz na mesma sentido para mim.
Na mesma é necessário que um sentido dê ao outro sentido.
Quero saber disso,importa-me. Pequenos nadas fazem uma vida que não vivemos muitas vezes por ser nada. Nada p'ra mim é maior que tudo,pesa mais.
Facto é que eu não sou factos nem evidências e todos em alguma parte da sua vida esperam isso de mim, factos e evidências... não quero voltar para casa.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Principios de nada
Nada tem um fim, e é a única coisa que um fim tem, pois tudo o resto
fim nenhum tem.
Não é usual gostar de começar nada precisamente por ter fim.
Fim, porque isto é nada e acabou rápido.
fim nenhum tem.
Não é usual gostar de começar nada precisamente por ter fim.
Fim, porque isto é nada e acabou rápido.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Trupes Bandos
e sozinhas lá andam pelas ruas caminhando. grupos de pessoas sozinhas,nunca vi tamanha estupidez junta e no entanto faço parte,eu,eu não! o meu corpo faz parte eu não.
Andar pra lá sozinha no meio de gente supostamente conhecida,deprimente! É sempre melhor andar sozinha sem gente á volta,dizem na sua consciência que peca por vários motivos e faz deles bestas. Eu não acho que sejam bestas,são pessoas no verdadeiro sentido da palavra ,e mais ,pessoas com olhos de ver e não com olhos de feitio.
Dei por mim a fazer o exercicio de passar o tempo de uma forma diferente do que costumava, em vez de observar de fora dos bandos observei de dentro, e de dentro são coisas que servem para te esqueceres da solidão que é estar sozinho mas cheguei á conclusão que estava mais acompanhada comigo própria que lá dentro e lá dentro não conseguia estar comigo, demasiadas distrações atordoavam-me a concentração e a noção de mim própria.
a noção de mim própria perdia-se nestes serões de nada e por isso parei, e quando parei encontrei aquilo que procurava.
Andar pra lá sozinha no meio de gente supostamente conhecida,deprimente! É sempre melhor andar sozinha sem gente á volta,dizem na sua consciência que peca por vários motivos e faz deles bestas. Eu não acho que sejam bestas,são pessoas no verdadeiro sentido da palavra ,e mais ,pessoas com olhos de ver e não com olhos de feitio.
Dei por mim a fazer o exercicio de passar o tempo de uma forma diferente do que costumava, em vez de observar de fora dos bandos observei de dentro, e de dentro são coisas que servem para te esqueceres da solidão que é estar sozinho mas cheguei á conclusão que estava mais acompanhada comigo própria que lá dentro e lá dentro não conseguia estar comigo, demasiadas distrações atordoavam-me a concentração e a noção de mim própria.
a noção de mim própria perdia-se nestes serões de nada e por isso parei, e quando parei encontrei aquilo que procurava.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Eu
Gosto,quero e quero. Mas não depende de mim ser o que não sou ainda,depende de ti ser pra ti o que eu quero,basta quereres, basta quereres que eu seja,basta isso,porque ser já o sou e querer ser já eu quero.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Superficialidades erróneas . trabalhar o ser para não ser?
"sim sim, está perfeito ,está optimo! Deixa assim.". Claro!
Cabrões, é o que eles são!
Dizem que é coisa moderna mas não é, digo e repito, NÃO É!
Passam a vida a punir a mentira, hipócritas!
Um dia hei-de revelar-me mais ainda,quando o souber fazer, e digo mais, quem é que tem o direito de punir o que quer que seja?Nem DEUS, esse que todos dizem que existe e não passa de uma mera ideia, e no entanto existe, se acreditas existe. E porque é que levam para os manicomios pessoas que acreditam noutras pessoas que nem toda a gente consegue ver e não levam todos aqueles que acreditam nesse tão grandioso? Pois, porque se assim fosse estavamos todos dentro de um grande manicómio, e na verdade estamos só que suportar e aceitar tal ideia exige demais de muita gente e principalmente dos grandes seguidores e é daí que surge a doença. Não,meus amigos, não é do acreditar é sim do aceitar! Nem sequer do nosso aceitar mas sim do aceitar dos outros e antes de mais, sim nós precisamos que nos aceitem, aceitando-nos a nós aceitam as nossas ideias, isto tudo porque nós somos ideias concretizadas e por concretizar. pensavam que eramos o quê? Somos isso, não só isso, mas isso maioritariamente.
E não me apetece mais, hei-de acabar de concretizar esta minha ideia um dia.
Por hoje, esta finita, mesmo quando as coisas têm principio meio e fim, não julguem que o fim é realmente o fim , nada tem um fim. e por isso optei por trabalhar apenas no meio.
Cabrões, é o que eles são!
Dizem que é coisa moderna mas não é, digo e repito, NÃO É!
Passam a vida a punir a mentira, hipócritas!
Um dia hei-de revelar-me mais ainda,quando o souber fazer, e digo mais, quem é que tem o direito de punir o que quer que seja?Nem DEUS, esse que todos dizem que existe e não passa de uma mera ideia, e no entanto existe, se acreditas existe. E porque é que levam para os manicomios pessoas que acreditam noutras pessoas que nem toda a gente consegue ver e não levam todos aqueles que acreditam nesse tão grandioso? Pois, porque se assim fosse estavamos todos dentro de um grande manicómio, e na verdade estamos só que suportar e aceitar tal ideia exige demais de muita gente e principalmente dos grandes seguidores e é daí que surge a doença. Não,meus amigos, não é do acreditar é sim do aceitar! Nem sequer do nosso aceitar mas sim do aceitar dos outros e antes de mais, sim nós precisamos que nos aceitem, aceitando-nos a nós aceitam as nossas ideias, isto tudo porque nós somos ideias concretizadas e por concretizar. pensavam que eramos o quê? Somos isso, não só isso, mas isso maioritariamente.
E não me apetece mais, hei-de acabar de concretizar esta minha ideia um dia.
Por hoje, esta finita, mesmo quando as coisas têm principio meio e fim, não julguem que o fim é realmente o fim , nada tem um fim. e por isso optei por trabalhar apenas no meio.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
No dia em que o avô do joão morreu
No dia em que o avô do joão morreu,eu lembro-me que o Manel estava triste.
No dia em que o avô do joão morreu a Amy adormeceu no meu sofa e a Laura deitou-se no chão e o joão,triste cantava.
No dia em que o avô do joão morreu, eu estava vestida de lilas e chamaram-me menina ás cores,mas tambem me chamaram gorda! várias vezes até..
O dia em que o avô do João morreu foi um dia de sol bonito.
A história do menino sem lágrimas
Era uma vez um menino que não tinha lágrimas, uma vez ficou tão tão tão triste que até queria chorar mas não podia.
Não tinha lágrimas.
Foi ter com um médico queixar-se do seu problema e o médico disse-lhe "olha vai ter com o menino de lágrimas bonitas que assim tu podes chorar e ele pode ficar feliz"
Um dia.
No dia em que o avô do joão morreu a Amy adormeceu no meu sofa e a Laura deitou-se no chão e o joão,triste cantava.
No dia em que o avô do joão morreu, eu estava vestida de lilas e chamaram-me menina ás cores,mas tambem me chamaram gorda! várias vezes até..
O dia em que o avô do João morreu foi um dia de sol bonito.
A história do menino sem lágrimas
Era uma vez um menino que não tinha lágrimas, uma vez ficou tão tão tão triste que até queria chorar mas não podia.
Não tinha lágrimas.
Foi ter com um médico queixar-se do seu problema e o médico disse-lhe "olha vai ter com o menino de lágrimas bonitas que assim tu podes chorar e ele pode ficar feliz"
Um dia.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Meus dias,teus
Era uma manhã como tantas outras,mas eu estava nos teus braços e sentia o teu calor.. o teu cheiro. De repente desenhava-se um sorriso diferente em mim.
Era um sorriso de eternidade quando na verdade era um momento mas não era só mais um momento. Contigo não há disso. Não há só mais um momento.
Ficava feliz com a ideia de estar ali,dava importancia a isso
[dou
A minha maquina do tempo leva-me a lugares onde gostei de estar apenas para eu me observar.
Vejo-me a ser feliz e a ter consciencia da efemera situação em que me encontro e não me importo.
Vivo-me o maximo que posso.
E deixo-te viver um bocadinho de mim, tu gostas.
Mas nem sempre aceitas.
Era um sorriso de eternidade quando na verdade era um momento mas não era só mais um momento. Contigo não há disso. Não há só mais um momento.
Ficava feliz com a ideia de estar ali,dava importancia a isso
[dou
A minha maquina do tempo leva-me a lugares onde gostei de estar apenas para eu me observar.
Vejo-me a ser feliz e a ter consciencia da efemera situação em que me encontro e não me importo.
Vivo-me o maximo que posso.
E deixo-te viver um bocadinho de mim, tu gostas.
Mas nem sempre aceitas.
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