Ela tinha o dom,mas entretanto ele desvaneceu, dizia que nunca o iria perder mesmo que crescesse muito,mesmo que se tornasse adulta e não o perdeu. ele está meio apagado,só isso.
E ela padece de uma luta interior para não o deixar fugir, é a única coisa que existe e onde ela se pode agarrar,e agarra-se com unhas e dentes e ele não foge. ele não foge.
Os dias tornam-se pesados como fardos enormes de palha, uma coisa aparentemente leve mas que em formato condensado tornasse terrivelmente pesada..
Aquela agonia a contrastar com a serenidade da ideia de que todos tendemos a exagerar,e no meio disso a intermitência, que não deixa dar passos nem para a frente nem para trás e quando não se sabe o que fazer cai-se no erro de pensar e pensar e pensar... ideias difíceis de aceitar, ideias difíceis de dizer alto, actos de coragem que já se sabem reprovados por orgulhos e até algum bom senso.
Coisas.
Consequências de mudança, consequências não dela mas para ela.
e só lhe apetece mas não consegue, está contida retraída, com pregos na alma que a deixam lá afincada naquela ideia de caos de miséria e podridão. solidão.
Não sabe o que é estar sozinha, mas sabe muito bem o que é ser a única pessoa de duas pessoas e pesa e mói e dói, e não era suposto.
Não consegue suportar.
domingo, 14 de novembro de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário